Escrevivências nas nossas escolas

Inspiradas pelas perspectivas teóricas da “educação com afeto” e dos “valores civilizatórios afro-brasileiros”, desenvolvidas pela pedagoga Azoilda Loretto da Trindade, assim como da importância de contribuir para projetos baseados na educação com e para a diversidade e no nosso compromisso com a educação pública o Grupo de Estudos e Pesquisas Intelectuais Negras UFRJ apresenta o projeto “Escrevivências nas nossas escolas”. 


Trata-se de um conjunto de oficinas pedagógicas, com objetivo de conferir visibilidade à produção literária de escritoras e escritores afro-brasileiros através da valorização das práticas educativas ancoradas na ludicidade, na cooperação e nos saberes localizados das comunidades escolares envolvidas. Tecidas a partir dos conhecimentos de professoras universitárias e da educação básica, tais oficinas são oferecidas pelas integrantes do Grupo em escolas da rede pública e privada. 


Metodologia e concepção político-pedagógica


Ao considerar a invisibilização dos saberes escritos e orais de intelectuais negr@s, trabalhamos na perspectiva historiográfica do passado-presente, colocando em diálogo autores contemporâneos e pretéritos, tendo como eixo a reeducação das relações étnico-raciais. 


Para além de divulgar as obras, o Grupo inova ao levar para a sala de aula da educação básica debates preconizados pelos Estudos Feministas acerca da importância da localização dos saberes e da crítica à oposição entre subjetividade e objetividade. 

 

Em contraponto, convidamos, através de recursos didáticos variados (textos literários, músicas, documentários, fotografias) o público participante, que pode ser de faixas etárias variadas, a se reconhecer como autor ou autora de sua própria história assim como seus amigos, vizinhos, familiares.

 

Estimulamos a produção de registros escritos em sala de aula, respaldadas por documentos legais como os Parâmetros Curriculares Nacionais (1996) e as leis 10.639/03 e 11.645/08, que preconizam a importância da escola como um espaço sócio-cultural de construção identitária.